abril 11, 2011

Religiosas


É só uma brincadeira...


      
        http://www.campograndenoticias.com.br/mundo/bullying-
     nova-discussao-para-um-antigo-problema-081210.htm
  No último 28 de março, foram encontrados os corpos das irmãs de Cunha, interior de São Paulo, desaparecidas quando voltavam da escola. O assassino confesso disse que as matou porque elas debocharam dele. O assassino da escola em Realengo, quando adolescente, também fora vítima de deboche e brincadeiras de péssimo gosto, realmente humilhantes. É a chamada “zoação” que praticamente já se tornou um hábito entre os jovens de hoje, uma espécie de diversão que eles julgam normal e dizem ser inocente.
Não consigo atinar para o que os faz se sentirem no direito de agir assim – fico em dúvida entre uma profunda e incontestável ignorância e o total desconhecimento do significado da palavra violência. É uma geração frívola, desprovida de valores e de escrúpulos. Torna-se necessário ensinar-lhes o óbvio, que, para eles, é absurdo e inaceitável. Mas é fato que debochar, apelidar, zombar, constranger e humilhar são também formas de violência. Prova disso é que quem “zoa” geralmente não gosta de ser “zoado”.
Nada, é claro, justifica a brutalidade daqueles assassinatos, mas a violência não nasceu naquele momento trágico. Não. Ela nasce a cada infeliz instante em que uma brincadeira de mau gosto é feita, uma agressão verbal é proferida ou uma sonora vaia ecoa em torno de alguém indefeso. É preciso combatê-la em todos os níveis, desde o primeiro e mais simples ato.

abril 10, 2011


imagem da internet 

Parecia um dia como qualquer outro. E era. Mais um dia de violência. A notícia explodiu na tela da minha tevê: crianças e jovens assassinados brutalmente num dos últimos redutos onde ainda se pode buscar esperanças e ter coragem de fazer planos para o futuro. Não deu para olhar nem para ouvir por mais tempo – era insuportável.
Não foi pior do que outros massacres (e quantos!) ocorridos pelo mundo, até em proporções maiores, mas é que foi tão perto, tão embaixo dos nossos narizes... Por que não conseguimos evitar? Por que aquelas crianças tinham que morrer assim, tão estupidamente, sem a mínima chance de se defender? Inútil questionar – ingenuidade minha. O que se vê em toda a mídia é o grande interesse pelo assassino, por sua história e seu perfil e, principalmente, pela sua estratégia e habilidade infalíveis.
E a dor dilacerante daquelas doze mães de Realengo? Sem remédio, eu sei, mas quantas mais ainda terão que sofrer o mesmo golpe? Ah, o assassino era um doente, um louco – será? Não sei. Mas penso que a sociedade, esta sim, está doente. Ignoramos pessoas que se esquivam, que se escondem, que possuem hábitos suspeitos, que não amam ninguém nem se deixam ser amadas, assim como ignoramos as que jogam lixo nas ruas, picham muros, faltam com a ética, abandonam seus filhos, aliciam crianças e jovens...
Ignorar é uma maneira de aceitar, permitir, perpetuar. É o que temos feito. Estamos todos doentes.


abril 02, 2011

Biscoito da sorte

biscoitos dourados na moringa


 
Se em vez de enchermos o bolso enchermos a cabeça,
não seremos roubados.

(PROVÉRBIO JAPONÊS)