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| http://www.campograndenoticias.com.br/mundo/bullying- nova-discussao-para-um-antigo-problema-081210.htm |
No último 28 de março, foram encontrados os corpos das irmãs de Cunha, interior de São Paulo, desaparecidas quando voltavam da escola. O assassino confesso disse que as matou porque elas debocharam dele. O assassino da escola em Realengo, quando adolescente, também fora vítima de deboche e brincadeiras de péssimo gosto, realmente humilhantes. É a chamada “zoação” que praticamente já se tornou um hábito entre os jovens de hoje, uma espécie de diversão que eles julgam normal e dizem ser inocente.
Não consigo atinar para o que os faz se sentirem no direito de agir assim – fico em dúvida entre uma profunda e incontestável ignorância e o total desconhecimento do significado da palavra violência. É uma geração frívola, desprovida de valores e de escrúpulos. Torna-se necessário ensinar-lhes o óbvio, que, para eles, é absurdo e inaceitável. Mas é fato que debochar, apelidar, zombar, constranger e humilhar são também formas de violência. Prova disso é que quem “zoa” geralmente não gosta de ser “zoado”.
Nada, é claro, justifica a brutalidade daqueles assassinatos, mas a violência não nasceu naquele momento trágico. Não. Ela nasce a cada infeliz instante em que uma brincadeira de mau gosto é feita, uma agressão verbal é proferida ou uma sonora vaia ecoa em torno de alguém indefeso. É preciso combatê-la em todos os níveis, desde o primeiro e mais simples ato.

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