outubro 30, 2011

NÃO É FÁCIL; NÃO É IMPOSSÍVEL

  
 Não se pode obrigar as pessoas a fazer o que não querem ou o que julgam ruim para si, mas iniciativa, ousadia, criatividade e boa vontade podem operar  grandes transformações.




CUIDADO: FRÁGIL!

 
Amy Winehouse



                  
                      Lady Gaga



       
Ricky Martin

        
Justin Bieber


   
Beyoncé


         
           Steve Jobs


As pessoas têm um verdadeiro fascínio por vitrines.
Vão passando, a vitrine está lá e elas precisam olhar, mesmo que não queiram adquirir nenhum daqueles objetos expostos. Simplesmente precisam olhar.
Do outro lado, tudo é feito de forma a atrair olhares e fomentar desejos – precisa ser visto. Expõe-se, na verdade, o que interessa ser exposto para capturar o que se quer.
As pessoas são assim como lojas, têm lá seu estoque com “mercadorias” de qualidade e outras nem tanto, cuidadosamente selecionadas – mais do que se pensa – para montarem a vitrine que querem ser. Alguns, cinicamente, chamam a isso de marketing. Tudo bem, no mundo dos negócios esse procedimento é praticamente uma lei, e ninguém se engana, os interessados apenas aceitam os termos e entram no jogo. A vida, porém, não tem que ser sempre um jogo – e não é, pelo menos não desse tipo.
Infelizmente, a maioria de nós acostumou-se a agir assim, aprendeu a ser assim. Cada um arruma sua vitrine com o que acha que tem de melhor, ou com o que pensa que os outros acham melhor: uma maquiagem sofisticada, uma roupa chique, uma pose, um nome de família, uma frase que copiou de alguém, uma mentirinha... E assim se assegura de que atrairá o que acredita ser bom e certo. E como todos estão por aí, olhando vitrines e buscando satisfação da mesma maneira, acabam realizando as vendas e compras tão almejadas, mas dificilmente satisfatórias por muito tempo...
 Um dia a vidraça se quebra e, sem toda aquela luminosidade refletida, pode-se ver nitidamente todo o interior da loja. Ni-ti-da-men-te, sem qualquer brilho...
Ora, uma loja de verdade conserta sua vitrine, põe outra vidraça. Algumas “vidraças humanas”, quando se quebram, dispensam conserto porque acabam por revelar algo melhor do que expunham antes; já outras, ao se quebrarem, podem até ser reconstruídas (algumas pessoas até o fazem com urgência), mas o que se revelou já não pode ser consertado e seu brilho não mais será o mesmo.
Resta a cada um decidir que tipo de vitrine quer ser. Ou melhor: o que você quer ser quando a vitrine quebrar?
   

 

O DIA DE FINADOS

A Igreja Católica determinou uma data para homenagear os mortos, tornando oficial o que alguns outros segmentos cristãos já faziam. Entendo que é da natureza humana guardar a memória dos que se foram; com ou sem orientação religiosa, penso que o faríamos naturalmente, por causa das marcas que as pessoas deixam em nós, principalmente os entes queridos.
Os que já fizeram a inevitável viagem, creio eu, estão agora aos cuidados do Pai. Podemos, portanto, nos tranquilizar quanto às suas necessidades – não há o que possamos pedir que Ele não saiba e não esteja providenciando, pois já os acolheu. Acredito mesmo nisso.
Neste dia de finados, nossa tristeza e lamentação devem dar lugar a uma saudade boa e a orações de agradecimento pelas pessoas que, agora ausentes fisicamente, nos deixaram seus gestos, suas ideias, seus exemplos. E por que não aproveitarmos a ocasião também para refletirmos sobre nossa passagem por aqui, sobre o que vamos deixar para quem ainda ficará, já que nada levaremos desta vida?
Construir algo bom com o que os saudosos entes nos deixaram – esta, sim, seria a melhor homenagem.


VIDA ETERNA


“Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.” João 4:14
“E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?” João 11:26


julho 29, 2011

QUINTAIS SÃO MÁGICOS

É um privilégio morar numa casa com quintal – terra fresca, pedregulhos, canteiros, calçadinhas aqui e ali, árvores pingando suas folhas, calor e brisa secando as roupas, borboletas visitando as flores, e a vida, o fazer da casa no vai-e-vem da lida diária.


Um quintal tem muitos caminhos. É outra dimensão do mundo. Nele se completa a convivência familiar, criam-se filhos, inventam-se brincadeiras, acolhem-se os melhores amigos, repousa-se em segurança, plantam-se sonhos – parece existir ali uma fonte de vida que humaniza toda a casa.
Nestes dias estive por muitas horas trabalhando no meu quintal. Fui para lá lavar uma roupa, olhar uma plantinha, limpar e arrumar umas coisas antigas e esquecidas... E me perdi por lá, nas lembranças da infância em outros quintais, de meu pai remexendo as plantas, de colher frutas no pé, brincar com o cachorro, ouvir as conversas dos mais velhos sobre outras infâncias. Impagável.


Numa dessas tardes, meus sobrinhos encheram outra vez o quintal dessa infância gostosa. Já não tem mais cachorro nem tanta fruta no pé, mas um jogo de bola fez a festa. A gargalhada sonora, os olhos brilhando e o estampido da bola contra o muro – mas era um chute para o infinito, que aquele momento era eterno.


Imagino outras crianças como meus sobrinhos, “crianças de apartamento”, que não têm a chance de viver momentos assim, para as quais restam um chão liso e frio e uma janela alta com grade de onde mal se vê um pedaço do mundo. Que é feito de suas infâncias? Não sei. Mas penso que se existissem mais quintais, não haveria tantos jovens e adultos de alma doente, inábeis para amar e viver em sociedade.


julho 20, 2011

É O NOVO!!!

Se rimos do que já vivemos, é sinal de que foi bom e valeu a pena. Um passado bom de relembrar e curtir nos torna algo mais.
Aos amigos de todas as horas e de todos os tempos!




DIA DO AMIGO

Pais e mães, irmãos e irmãs, primos e primas, tios e tias, sobrinhos e sobrinhas, avõs e avós, e até agregados - a todos que são, antes de tudo, verdadeiros amigos.


julho 09, 2011

http://gele.multiply.com/journal/item/83/83

"Olho por olho,

e o mundo acabará

cego."





Mahatma Gandhi










http://journals.worldnomads.com/safetyhub/post/28541.aspx

Bizarra essa tendência do homem às más escolhas, essa “mania” de destruir, eliminar, chutar para longe qualquer coisa que o incomode - principalmente, e com requintes de brutalidade,
outros seres humanos. Sem falar na habilidade de enquadrar tudo em meras questões de direitos legais. Assim, policiais, cavalos, cachorros e balas de borracha fazem valer o direito de “chutar pra lá” homens, mulheres e crianças, além de destroçarem seus pertences.
Para a lei, na Favela da Família não havia cidadãos ou moradores, apenas ocupantes, invasores ... há seis meses! Tudo bem: a Justiça é cega e só agora soube desse “crime”. Além do mais, a área tem dono, que tem seus direitos, e o líder dos moradores não poderia se recusar a atender à determinação judicial, não era uma questão de escolha. Mas, pelo que entendi, ele não disse que não sairiam, ele disse que não poderiam fazer uma mudança de inúmeras famílias em duas horas, sem terem para onde ir.
Aparentemente ninguém considerou de fato os argumentos dos “invasores”. A lei escolheu expulsá-los sumariamente, e os moradores...que escolha tiveram? Sua única escolha era aquele ‘não’ momentâneo. Alguns escolheram usar o fogo como recurso de resistência e acabaram por extinguir todas as chances de negociação. Um incêndio contra o ostensivo aparato policial. Havia outras escolhas, sabemos que havia – mas quem quer saber?
Agora os dois lados se acusam de agirem errado, e a briga continua... na justiça!

abril 11, 2011

Religiosas


É só uma brincadeira...


      
        http://www.campograndenoticias.com.br/mundo/bullying-
     nova-discussao-para-um-antigo-problema-081210.htm
  No último 28 de março, foram encontrados os corpos das irmãs de Cunha, interior de São Paulo, desaparecidas quando voltavam da escola. O assassino confesso disse que as matou porque elas debocharam dele. O assassino da escola em Realengo, quando adolescente, também fora vítima de deboche e brincadeiras de péssimo gosto, realmente humilhantes. É a chamada “zoação” que praticamente já se tornou um hábito entre os jovens de hoje, uma espécie de diversão que eles julgam normal e dizem ser inocente.
Não consigo atinar para o que os faz se sentirem no direito de agir assim – fico em dúvida entre uma profunda e incontestável ignorância e o total desconhecimento do significado da palavra violência. É uma geração frívola, desprovida de valores e de escrúpulos. Torna-se necessário ensinar-lhes o óbvio, que, para eles, é absurdo e inaceitável. Mas é fato que debochar, apelidar, zombar, constranger e humilhar são também formas de violência. Prova disso é que quem “zoa” geralmente não gosta de ser “zoado”.
Nada, é claro, justifica a brutalidade daqueles assassinatos, mas a violência não nasceu naquele momento trágico. Não. Ela nasce a cada infeliz instante em que uma brincadeira de mau gosto é feita, uma agressão verbal é proferida ou uma sonora vaia ecoa em torno de alguém indefeso. É preciso combatê-la em todos os níveis, desde o primeiro e mais simples ato.

abril 10, 2011


imagem da internet 

Parecia um dia como qualquer outro. E era. Mais um dia de violência. A notícia explodiu na tela da minha tevê: crianças e jovens assassinados brutalmente num dos últimos redutos onde ainda se pode buscar esperanças e ter coragem de fazer planos para o futuro. Não deu para olhar nem para ouvir por mais tempo – era insuportável.
Não foi pior do que outros massacres (e quantos!) ocorridos pelo mundo, até em proporções maiores, mas é que foi tão perto, tão embaixo dos nossos narizes... Por que não conseguimos evitar? Por que aquelas crianças tinham que morrer assim, tão estupidamente, sem a mínima chance de se defender? Inútil questionar – ingenuidade minha. O que se vê em toda a mídia é o grande interesse pelo assassino, por sua história e seu perfil e, principalmente, pela sua estratégia e habilidade infalíveis.
E a dor dilacerante daquelas doze mães de Realengo? Sem remédio, eu sei, mas quantas mais ainda terão que sofrer o mesmo golpe? Ah, o assassino era um doente, um louco – será? Não sei. Mas penso que a sociedade, esta sim, está doente. Ignoramos pessoas que se esquivam, que se escondem, que possuem hábitos suspeitos, que não amam ninguém nem se deixam ser amadas, assim como ignoramos as que jogam lixo nas ruas, picham muros, faltam com a ética, abandonam seus filhos, aliciam crianças e jovens...
Ignorar é uma maneira de aceitar, permitir, perpetuar. É o que temos feito. Estamos todos doentes.


abril 02, 2011

Biscoito da sorte

biscoitos dourados na moringa


 
Se em vez de enchermos o bolso enchermos a cabeça,
não seremos roubados.

(PROVÉRBIO JAPONÊS)


março 05, 2011


(Imagem da Internet)

“Considerai como crescem os lírios do campo; não

 trabalham nem fiam.

 Entretanto, eu vos digo que o próprio Salomão, no

 auge de sua glória, não se

 vestiu como um deles” 

 Mateus 6,28




CIVILIZADOS

                            
  
      máscaras africanas          máscaras iorubá em madeira (Nigéria)


      
“São uns espíritos muito atrasados!”
Ouvi esta frase de alguém que se julga sábio, superior, evoluído. Falava a respeito de povos aborígenes africanos e seus costumes, povos que respeitam e cultivam a própria história e suas tradições, mantendo sua unidade e consciência tribal, sem gerar poluição, destruição, fome ou exclusão, sobrevivendo heroicamente às tentativas dessas gentes, ditas “evoluídas”, de os dominarem, de desestabilizarem suas crenças e devastarem sua história e sua cultura.
E por que espíritos? Que sabemos nós? Como podemos medir o nível espiritual de pessoas que não conhecemos, que possuem uma cultura tão estranha à nossa e que, por isso mesmo, não compreendemos.
E, afinal, o que é ser evoluído? Subjugar pessoas por julgá-las inferiores? Desvirtuar suas culturas apagando ciclos da própria história da humanidade? E tudo isso em nome de quê? De uma civilização que, em prol de uma pseudo evolução, “liberou geral”, inverteu valores e permitiu que seus jovens atingissem o atual estágio indescritível de evolução, com direito a drogas, promiscuidade e falta de perspectiva, tudo bem assegurado com estúpidas doses de hipocrisia?
A sociedade se mantém, sobrevive, boa parte dela até se alimenta disso tudo aí. Mas civilização deve ser outra coisa que já não sabemos mais.

                       
     máscaras de Berg                         máscaras marajoaras


                 
       máscaras de teatro                    máscaras de carnaval 

                                        
                                        máscaras de carnaval





CARNAVAL

Festa!? Comemoração!? Lazer!? Carnaval para mim é isso:



"Carnaval, Carnival, Carneval...

Vida, carnaval:
Euforia no começo,
Cinzas ao final..."
                                      Francismar Prestes Leal



"Todo carnaval é tédio sacudido."      Anderson Thiago Sampaio - ATS







BISCOITO DA SORTE

biscoitos-encantados-da-minha-sobrinha.html

"O homem é a principal fonte de seu próprio infortúnio."




 

fevereiro 07, 2011


 "O Senhor é bom para todos, e as suas misericórdias estão sobre todas as suas criaturas."

(Salmos 145:9)

 
  "Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante." 

Albert Schwweitzer (Nobel da Paz - 1952) 


Paixão por gatos

Eles nos olham nos olhos, farejam nossa presença, assuntam discretamente o que estamos fazendo, divertem-se e nos divertem, são ótimas companhias. Usuários de uma linguagem única, tornam-se irresistíveis quando se enroscam meigamente em nossas pernas, dizendo “Sou seu, você é meu”.


Aquilo é um gato!?

Era só uma bolinha de pelo preto desbotado bem no meio do asfalto, numa rua de duas mãos. E era bastante o movimento por causa do horário de saída da escola. Meu carro passou ao lado, outro automóvel passou rente, no sentido contrário. Foi tudo tão rápido: olhei pelo retrovisor – “Aquilo é um gato! Um gatinho! – vi que não vinha ninguém atrás de mim, dei sinal, estacionei, desci e corri pela pista para apanhá-lo. “Olha, a mulher vai pegar o gato!” – gritou alguém da calçada, e eu já estava de volta ao carro. Fechei a porta, pus o bichinho no tapete do carona e toquei para casa.
Era uma gata muito novinha, talvez não tivesse mais de dez dias de nascida. Cabia inteira na minha mão. Tinha pelos pretos muito ralos, grandes bigodes e sobrancelhas brancos, e brancas também as quatro patinhas e uma mancha do pescoço à barriga, ao modo de babador e avental. Sua cauda estava quebrada, mas inteira, e aparentemente não doía. Caminhava colada ao chão, devagarinho.
Ainda procurei quem quisesse adotá-la, tínhamos três cadelinhas, seria difícil que se acostumassem e aceitassem a gatinha. Opiniões se dividiram, mas minha irmã caçula se apegou a ela, meu pai cedeu e demos um jeito. As cadelas ficaram no quintal separado por dois portõezinhos e a gatinha ficou à vontade na casa e nos jardins – na prática, no meu quarto.
Fui toda cuidados e atenções. No fundo eu a queria, desejei muito que ela ficasse. Eu me emocionava quando olhava para aqueles olhos de um verde intenso e lembrava dela naquele asfalto, imobilizada no meio do trânsito. Eu estava passando por problemas emocionais profundos, doloridos, mas os deixava todos para trás quando me deitava e a colocava sobre meu peito, acariciava-a, e ela me olhava enternecida, abanava a minúscula cauda, suspirava e adormecia tranquila. Tão pequenina, tão frágil – e tão forte! Sim, eu a salvei, e ela me salvou.
Olha só que marota! Ela também tem lá suas saídas secretas.




Biscoito da sorte


              "Nada assenta melhor ao corpo que o crescimento do espírito."

PROVÉRBIO CHINÊS
        


     

janeiro 29, 2011


“Neste mundo nada nos torna necessários,



          a não ser o amor.”         
   
Goethe


 

janeiro 21, 2011


“Você nunca sabe
que resultados virão da sua ação.
Mas se você não fizer nada, não existirão
resultados.”

 Mahatma Gandhi

Uma aula imperdível


Este é um comercial da Macedônia em favor do retorno do ensino religioso às escolas.

ÚNICA SAÍDA

Por muitos anos questionei a minha fé e os preceitos da minha igreja. Cheguei a duvidar de tudo: dos fatos bíblicos, dos sacramentos, dos padres, das verdades que unem os cristãos há milênios. Com certeza minha formação religiosa deixou brechas bem largas para que eu chegasse a esse ponto. A fé enfraquecida, por ignorância, orgulho ou egoísmo, tornou-se uma arma contra mim mesma, pois nesse estado de perturbação passei a buscar outras verdades, passei a dar ouvidos a qualquer voz que também questionava, criticava e mesmo atacava a minha igreja ou qualquer outra igreja – e o que não falta é gente pronta para aproveitar um momento de fraqueza e de insegurança da nossa parte para fomentar a dúvida e a confusão em nossas mentes e espíritos. Eu acolhia todos os discursos, tentando reunir indícios do que estava certo ou errado nos ensinamentos da igreja e em tudo em que acreditavam seus fiéis mais fervorosos...


Era óbvio que eu não chegaria a lugar nenhum. Apenas, além da perturbação, adquiri um extremo cansaço. As investigações, as discussões, as “novidades” descobertas, nada mais fazia sentido. Mas Ele ainda me permitiu uma última inquirição: Deus, quem é Você? E o que quer de mim? Adormeci e amanheci com estas perguntas no pensamento e, em meio às tarefas de rotina, acabei encontrando, misturadas a outros papéis, umas velhas anotações de passagens bíblicas. Nem pisquei: abri o Livro e tudo que li seguindo aquelas anotações eram simplesmente respostas perfeitas para minhas últimas indagações. Acredite, Deus está ali, na história de Seu povo e nunca desiste de nós. Mas é preciso buscar sempre e somente por ele.
Eu investi avidamente na busca de explicações mirabolantes, informações misteriosas, verdades escondidas, quando a saída para toda aquela angústia não tinha nada de secreta, estava ali diante dos olhos, para quem quisesse ver. Sempre esteve. Sempre estará.

janeiro 16, 2011

Açúcar e afeto

É. Gosto de biscoitos. Mais dos doces do que dos salgados. Era o lanche oficial das tardes da minha infância. Tardes de férias, de brincadeiras sem hora para acabar, sem planos para depois... Havia também pão, goiabada, frutas, outros doces, mas os biscoitos pareciam ter, além de aroma e sabor irresistíveis, um toque de magia, algo bom escondido que fazia um carinho na gente.


Cresci vendo minha avó e minha mãe preparar muitas dessas delícias, às vezes em grande quantidade: bolos, salgadinhos, beijinhos, cajuzinhos... Eram notáveis a paciência e o capricho com que preparavam cada receita, untavam cada tabuleiro, modelavam cada docinho e cada biscoito. Havia pressa, muitas coisinhas para fazer ao mesmo tempo, mas em seus rostos não se via preocupação ou insatisfação. Sorriam, preparavam, cuidavam da fornada, limpavam, arrumavam, serviam   sim, era dessa ternura que as guloseimas eram feitas.


Biscoitos  da  sorte  

Riqueza interior: quanto mais as pessoas vêm buscá-la, tanto mais ela se engrandece.

janeiro 01, 2011


 
"Deus não escolhe os capacitados, capacita os

 escolhidos. Fazer ou não fazer algo só depende da

 nossa vontade e perseverança." 

 (Albert Einstein)





Cá com meus botões...

Houve um tempo em que fui fascinada pelo I-Ching. Comprei o livro com todas as informações sobre o oráculo, sua história e todas as orientações sobre como consultá-lo. Li tudo e parti para a prática. E viciei. Diariamente, em determinada hora, eu parava, me recolhia, “armava o circo” e ficava um bom tempo arrumando, escolhendo cartas, lendo presságios... Durante meses. Aquilo me confortava, me acalmava frente aos problemas de sempre – e só! Até que, nem sei como, “acordei” daquele “transe”. Acho que cansei da companhia dos probleminhas diários, indiferentes a todo aquele ritual e suas previsões enigmáticas; eu realmente não tinha que deixá-los habitar a minha vida sem prazo para irem embora. Comecei eu mesma a varrê-los um a um do meu quarto, da minha casa, da minha mente.
Nessa faxina, o I-Ching se foi também. E me dei conta da única verdade que aquele oráculo havia me transmitido: a tendência que temos à estagnação, a nos tornarmos reféns de fantasias, rotinas, verdades alheias e até de certas doenças. Se bem me lembro, uma das cartas representava isso mesmo: a imobilidade, a não reação diante dos fatos, a falta de iniciativa. De fato, muitas vezes aceitamos e mantemos uma situação por acreditarmos que estamos no caminho certo, que escolhemos o melhor, o mais vantajoso, e não percebemos que estamos parados, estagnados, cegos para todas as outras possibilidades. Repetimos diariamente a escolha de uma carta cuja mensagem vai ocupar nossos pensamentos e nos roubar o tempo precioso de olharmos para nós mesmos, para nossas vidas, para o que nos rodeia e que é real. Somos seduzidos pelo improvável e pensamos ter feito uma escolha, mas na verdade foi o improvável que nos escolheu. (Mas não somos vítimas coitadinhas – nós o permitimos, é mais cômodo).
Não estou afirmando, no entanto, que repetição é sinônimo de estagnação. Podemos descobrir novos sentidos cada vez que relemos um bom livro, ou experimentar uma nova alegria cada vez que buscamos nossos filhos na escola. É a repetição exaustiva que muitas vezes leva o atleta à perfeição, à quebra de mais um recorde. É saudável repetir quando significa seguir em frente, aprimorar-se, buscar o melhor. É o que a vida espera de nós.

Senda segura

Irmãos, 8Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor: comportai-vos como verdadeiras luzes. 9Ora, o fruto da luz é bondade, justiça e verdade. 10Procurai o que é agradável ao Senhor, 11e não tenhais cumplicidade nas obras infrutíferas das trevas; pelo contrário, condenai-as abertamente. 12Porque as coisas que tais homens fazem ocultamente é vergonhoso até falar delas. 13Mas tudo isto, ao ser reprovado, torna-se manifesto pela luz. 14E tudo o que se manifesta deste modo torna-se luz. Por isto (a Escritura) diz: Desperta, tu que dormes! Levanta-te dentre os mortos e Cristo te iluminará (Is 26,19; 60,1)! 
Efésios 5, 8-14



Biscoito da sorte
newsespacohome.blogspot.com/2010/08/biscoitos-tematicos.html

“Sê indiferente à morte. Aprimora-te, aguarda tua sorte, e assim consolidarás o teu destino.”

Um brinde!

O verbo brindar significa “beber à saúde de, em honra de, beber ao sucesso de, oferecer uma dádiva, um presente a, conceder, dar. Povos antigos viam neste hábito uma maneira de fazer uma oferenda simbólica aos deuses. Sabe aquela história de dar um gole “pro santo”? Pois é, tem tudo a ver.        
        

Por falar em iluminar




Eis a Estrela-Guia: um cometa incandescente? Um sinal místico? Uma lenda?
       Mídia Divina. Infalível. Para quem sabe olhar e ver.