julho 29, 2011

QUINTAIS SÃO MÁGICOS

É um privilégio morar numa casa com quintal – terra fresca, pedregulhos, canteiros, calçadinhas aqui e ali, árvores pingando suas folhas, calor e brisa secando as roupas, borboletas visitando as flores, e a vida, o fazer da casa no vai-e-vem da lida diária.


Um quintal tem muitos caminhos. É outra dimensão do mundo. Nele se completa a convivência familiar, criam-se filhos, inventam-se brincadeiras, acolhem-se os melhores amigos, repousa-se em segurança, plantam-se sonhos – parece existir ali uma fonte de vida que humaniza toda a casa.
Nestes dias estive por muitas horas trabalhando no meu quintal. Fui para lá lavar uma roupa, olhar uma plantinha, limpar e arrumar umas coisas antigas e esquecidas... E me perdi por lá, nas lembranças da infância em outros quintais, de meu pai remexendo as plantas, de colher frutas no pé, brincar com o cachorro, ouvir as conversas dos mais velhos sobre outras infâncias. Impagável.


Numa dessas tardes, meus sobrinhos encheram outra vez o quintal dessa infância gostosa. Já não tem mais cachorro nem tanta fruta no pé, mas um jogo de bola fez a festa. A gargalhada sonora, os olhos brilhando e o estampido da bola contra o muro – mas era um chute para o infinito, que aquele momento era eterno.


Imagino outras crianças como meus sobrinhos, “crianças de apartamento”, que não têm a chance de viver momentos assim, para as quais restam um chão liso e frio e uma janela alta com grade de onde mal se vê um pedaço do mundo. Que é feito de suas infâncias? Não sei. Mas penso que se existissem mais quintais, não haveria tantos jovens e adultos de alma doente, inábeis para amar e viver em sociedade.


julho 20, 2011

É O NOVO!!!

Se rimos do que já vivemos, é sinal de que foi bom e valeu a pena. Um passado bom de relembrar e curtir nos torna algo mais.
Aos amigos de todas as horas e de todos os tempos!




DIA DO AMIGO

Pais e mães, irmãos e irmãs, primos e primas, tios e tias, sobrinhos e sobrinhas, avõs e avós, e até agregados - a todos que são, antes de tudo, verdadeiros amigos.


julho 09, 2011

http://gele.multiply.com/journal/item/83/83

"Olho por olho,

e o mundo acabará

cego."





Mahatma Gandhi










http://journals.worldnomads.com/safetyhub/post/28541.aspx

Bizarra essa tendência do homem às más escolhas, essa “mania” de destruir, eliminar, chutar para longe qualquer coisa que o incomode - principalmente, e com requintes de brutalidade,
outros seres humanos. Sem falar na habilidade de enquadrar tudo em meras questões de direitos legais. Assim, policiais, cavalos, cachorros e balas de borracha fazem valer o direito de “chutar pra lá” homens, mulheres e crianças, além de destroçarem seus pertences.
Para a lei, na Favela da Família não havia cidadãos ou moradores, apenas ocupantes, invasores ... há seis meses! Tudo bem: a Justiça é cega e só agora soube desse “crime”. Além do mais, a área tem dono, que tem seus direitos, e o líder dos moradores não poderia se recusar a atender à determinação judicial, não era uma questão de escolha. Mas, pelo que entendi, ele não disse que não sairiam, ele disse que não poderiam fazer uma mudança de inúmeras famílias em duas horas, sem terem para onde ir.
Aparentemente ninguém considerou de fato os argumentos dos “invasores”. A lei escolheu expulsá-los sumariamente, e os moradores...que escolha tiveram? Sua única escolha era aquele ‘não’ momentâneo. Alguns escolheram usar o fogo como recurso de resistência e acabaram por extinguir todas as chances de negociação. Um incêndio contra o ostensivo aparato policial. Havia outras escolhas, sabemos que havia – mas quem quer saber?
Agora os dois lados se acusam de agirem errado, e a briga continua... na justiça!