http://journals.worldnomads.com/safetyhub/post/28541.aspx
Bizarra essa tendência do homem às más escolhas, essa “mania” de destruir, eliminar, chutar para longe qualquer coisa que o incomode - principalmente, e com requintes de brutalidade,
outros seres humanos. Sem falar na habilidade de enquadrar tudo em meras questões de direitos legais. Assim, policiais, cavalos, cachorros e balas de borracha fazem valer o direito de “chutar pra lá” homens, mulheres e crianças, além de destroçarem seus pertences.
Para a lei, na Favela da Família não havia cidadãos ou moradores, apenas ocupantes, invasores ... há seis meses! Tudo bem: a Justiça é cega e só agora soube desse “crime”. Além do mais, a área tem dono, que tem seus direitos, e o líder dos moradores não poderia se recusar a atender à determinação judicial, não era uma questão de escolha. Mas, pelo que entendi, ele não disse que não sairiam, ele disse que não poderiam fazer uma mudança de inúmeras famílias em duas horas, sem terem para onde ir.
Aparentemente ninguém considerou de fato os argumentos dos “invasores”. A lei escolheu expulsá-los sumariamente, e os moradores...que escolha tiveram? Sua única escolha era aquele ‘não’ momentâneo. Alguns escolheram usar o fogo como recurso de resistência e acabaram por extinguir todas as chances de negociação. Um incêndio contra o ostensivo aparato policial. Havia outras escolhas, sabemos que havia – mas quem quer saber?
Agora os dois lados se acusam de agirem errado, e a briga continua... na justiça!

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